14.8.17

Segunda Pátria - Miguel Sanches Neto

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Título: Segunda Pátria
Autor: Miguel Sanches Neto
Gênero: Romance/Drama
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 320 
Onde encontrar: Saraiva | Amazon

Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas resolve se tornar um aliado do Terceiro Reich. No cenário alternativo criado por Miguel Sanches Neto, o país se alinha com o Eixo e, como parte do acordo, é estabelecido que os estados do sul, com grande presença de descendentes de alemães, podem pôr em prática os princípios do nazismo, como o racismo, o antissemitismo e a eugenia. Em Blumenau, à medida que a saudação Heil Hitler se torna corriqueira, o engenheiro Adolpho Ventura convive atônito com o progressivo cerceamento de sua liberdade. Seu crime é ser negro e pai de uma criança mestiça. Na mesma cidade, desenrola-se a trajetória de Hertha, jovem sedutora que encarna todos os predicados da superioridade ariana. A ela é confiada uma misteriosa missão. Com violência e sensualidade, o autor revela uma paixão proibida, enquanto subverte os fatos para criar um Brasil que não está nos livros de história, mas nem por isso deixa de ser assustadoramente plausível. 



Olá, tudo bom? :)  

Ops, quero pedir desculpas por ontem não postar a resenha, maaas como foi dia dos Pais eu fiquei sem tempo para dar àquela atenção especial no blog! Tudo sobre controle agora. Bora resenhar? 

Eugenia. Fanatismo. Persuasão. Mentiras tantas vezes contadas que se tornam verdades.

resenha segunda pátria cactus literarios 2


Esse era o cenário de Blumenau em 1940, seu ator principal, Adolpho Ventura, engenheiro da Prefeitura que era apaixonado pelo seu país colonizador: A Alemanha. Junto dele vinha a língua e sua literatura, mas tudo isso fora arrancado quando a colônia resolveu fazer uma Alemanha no Brasil, sua segunda pátria agora era seu maior terror.
Hertha, mulher típica alemã em solo brasileiro, morava com seu tio após seus pais morrerem e era uma amante leal. Sensual e provocativa, mas ainda sim, era doce demais para concordar com o nazismo que se fundava no Rio Grande do Sul.

Era exatamente isso o nazismo, uma reação à derrota na Grande Guerra, um pedido para que todo alemão voltasse a ser lobo, a fim de formar a grande alcateia  liderado pelo mais selvagem de todos. Eles se uniam pela ferocidade. Era uma forma de reunir em uma geração os instintos errantes.



Por se tratar de uma ficção histórica, ao ler a obra, você é levado imediatamente para o Blumenau que infelizmente tem um número imenso de imigrantes alemães que apoiavam as atrocidades de Hitler. Negros, mestiços, homossexuais e índios foram vítimas de um patriotismo exacerbado, um fanatismo descontrolado. Mas, obras como essas precisam ser escritas para entendermos o que foi um passado extremamente cruel e para nunca mais ser repetido. Gostei muito dos detalhes de cada capítulo, mas o que mais me emocionou e me impactou foi o: A teoria do Lobo,1941.

 -  Para tudo há um limite.- Menos para o sofrimento. 

Recomendo a Segunda Pátria, não apenas por ser uma curiosidade histórica, mas para entendermos até onde vão os limites dos seres humanos. É um livro de alta complexidade, rápido de ler, mas difícil de digerir.

E aí, cactus, o que acharam? Já leram? Acham que precisamos de mais livros como esses nas nossas vidas? Comente e deixe um cacto! 







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Um comentário:

  1. Olá! Primeira resenha que leio desse livro, até então só tinha lido sua sinopse. Gostei muito do enredo, me lembra um pouco o clássico 1984. Co certeza quando tiver a oportunidade lerei.

    www.estante450.blogspot.com.br

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Feito com ♥ por Lariz Santana